quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mal que é bom?!

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Sim, quero a palavra última que também é tão primeira que já se confunde com a parte intangível do real. Ainda tenho medo de me afastar da lógica porque caio no instintivo e no direto, e no futuro. A invenção do hoje é o meu único meio de instaurar o futuro. Desde já é futuro, e qualquer hora é hora marcada. Que mal porém tem eu me afastar da lógica? Estou lidando com a matéria-prima. Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais haha. Estou em um estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo. Parece com momentos que tive contigo, quando te amava, além dos quais não pude ir pois fui ao fundo dos momentos, quase que querendo não ser mais encontrada "estranho"como só eu sei ser. É um estado de contato com a energia circundante e estremeço. Uma espécie de doida, doida harmonia e olha que de momentos doidos eu posso falar. Sei que p meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitiva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom. Mas por que ficar pensando tanto no mal, ja que ele me faz tão bem. Não em 100% do tempo que estou acordada, mas vendo por esse lado, o mal as vezes me faz bem até dormindo. Eu encontrei uma comunidade no orkut que dizia "Oque aparentemente não presta, sempre me atraiu", é isso. Então posso não gostar de estudar, mas o conhecimento me faz bem. Posso não gostar de trabalhar, mas concerteza ele me enobrece. Posso não gostar de arrumar as malas, mas conhecer novos horizonte me faz acreditar sempre em dias melhores. Colocando em fatos, tudo de algum modo nos faz melhores, nos traz um bem que no momento não reconhecemos, mas que depois entendemos; isso é estranho.
Posso achar em fato que a saudade me faz um mal indiscutivel, mas olhando por outro lado, ele me amadureceu, me tornou mais forte e segura de mim isso prova que no final ele só me fez bem; e mais uma vez reforça que tudo que nos faz sentir saudade realmente é IMPORTANTE de algum modo.



sábado, 4 de setembro de 2010

Quem se importa?

Quantas vezes ao acordar não surgiu em nossa mente uma infinidades de duvidas?!
Hoje depois de uma noite super divertida, acordei com a minha mãe me ligando, é tão bom acordar assim, com uma ligação das pessoas que amamos. Mas depois de despertar, em minha infinidades de duvidas e pensamentos que me rodeiam veio um pergunta: Quem é você?
Vamos lá, não sou ninguém. Ignorada pela falta de reciprocidade, pelo desinteresse de notícias e telefonemas não recebidos, pela ausência total de criatividade forjada em plágios descarados.
Ser neutralizada pela descrença é como acordar cinza e vazia por terem-me arrancado a presença. Virei fantasma de valores insossos, inexistência de sentimentos. Se eu não existo, não há por que se importarem. Se não me enxergam, não há por que me fazer notar. Se querem que eu apenas passe, por que insisto em ficar?
Infelizmente, a individualidade e o egoísmo alheios têm sobrepujado meus esforços de não ser generalização.
No entanto, apesar de saber que eu não existo, não me roubaram a identidade. Imitaram-na, ignoraram-na, calaram-na. Mas ela ainda é minha. E é ela que me faz perguntar: Quantas vezes é preciso renascer?
Eu respondo: quantas vezes você se sentir em plena necessidade de mudar, mas não mudar sua existência, mas sim criar novas oportunidades, novos caminhos, novos momentos. O segredo pra uma vida plena e cheia de vida e luz é isso, "reinventar-se" todos os dias.
Hoje com essa chuva gostosa, eu me vejo vendo um fiilme lindo, que mostra exatamente a procura insistente pela felicidade, mesmo sabendo o final fico presa a ele, pra mais uma vez ver que a felicidade é como uma borboleta, ela vem até nós e da maneira mais singela que pode existir, com calma e com uma beleza que sempre nos surpreende.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VIVER; SENTIR; ACREDITAR; nos AMAR profundamente!

É, passar a noite acordando em meio a sonhos e pesadelos, pode ser um sinal de que nosso interior nos quer dizer alguma coisa, e em meio a tantas tentativas sera que realmente é necessario deixar isso passar a desapercebido?!
Eu resolvi pelo menos em meio a palavras tomar algum tipo de atitude, logico, sempre deixando bem claro que não se trata de infelicidade ou descontentamento com a vida. Mas sim de atitudes, desejos, vontade e um querer quase que incontrolavel de
não saber oque. Mas ai vem a palavra: Basta.
Resolvi, tirarei férias de mim mesma para procurar ausência e neutralizar atitudes que nunca tive. Há vontades que não esqueço por se fazerem lembrar a todo momento. Há desejos insones,
teimosos em manter-me acordada, mais prováveis no mundo dos sonhos. Não sossego. Ando numa onda de inquietação irritante em que todas as vontades formigam. Cansei de esperar o que não conheço ou quem nunca vi. Não tenho mais fôlego para acenar para o que não me enxerga consentido em esperanças aguadas de horas inexistentes ou procurar o que nunca me encontrou. Sufoquei de tédio, paralisei princípios, que agora se dispersam devagar rastejando estorvo. Não sei se contenho essa dispersão num gesto óbvio de quem valoriza resquícios ou se deixo tudo escorrer para esvair-me junto num desaparecer. Por mais que me esforce, eu persisto, resisto, não passo. Murcho gradativamente a cada dia que passa. Sou sem existir, porque me transformo em descrenças que não quero ser. Se sou desejos e vontades espalhafatosos; se anseio, teimo e insisto, querer é o que move meus instintos dilacerados e roucos berrando para o nada. Mais fácil ser nada, sentir nada, querer nada, mesmo tendo quase tudo. Desisto. Abro mão desse tudo. É o quase que me faz falta.
E em meio a tantos desejos, tomar alguma atitude, me prioriza nesse meu mundo, ou venho a crer que sim. Mas vamos la, palavras costumam me acalmar e me satisfazer em certos dias e certos momentos, mas oque fazer quando oque mais te tranquiliza começa a te confundir? é uma realidade desagradavel. Mas oque ha de se fazer? no meu caso só me deixo guiar pelo o tal chamado "destino", a quem não acredite; mas vamos la, nesse mundo de faz de conta porque deixar de acreditar em algo que nos deixa mais esperançosos? Eu creio nisso, e por mais cheia de duvidas que eu possa estar, sei que "nada acontece por acaso" e que tudo vai ter sentido um dia. Vamos la, VIVER; SENTIR; ACREDITAR; nos AMAR profundamente. Pois em meio a tudo que eu escrevi, só um desejo se faz tão forte, o "amor próprio".



terça-feira, 31 de agosto de 2010

{...} se deve viver apesar de.

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“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.

Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”


Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.


(A verdade é que apesar de tudo, nossa alma é tão indomavel quanto nosso desejo, que cada segundo de pensamento é consequência de um desejo profundo. A maior razão para tanto desejo e paixão é o cada pessoa é, com sua forma unica de ser, transformando tudo a nossa volta, deixando tudo com cara de um dia de primavera "um céu azul com uma brisa fina". O meu dia de primavera sempre vai existir, e agradeço por ter sorte de ter esse dia, é oque transforma cada um no que deve ser.)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

O segredo é não cuidar

"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande, as pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém, as pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em pri
meiro lugar, não precisar dela, percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida, você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você, afinal , você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"




http://skills-forlife.blogspot.com/ '
A. Pamela Brigatto

sábado, 28 de agosto de 2010

Sem menina dentro de mim

{ }
“Um domingo de tarde sozinha em casa dobrei-me em dois para a frente - como em dores de parto - e vi que a menina em mim estava morrendo. Nunca esquecerei esse domingo. Para cicatrizar levou dias. E eis-me aqui. Dura, silenciosa e heróica. Sem menina dentro de mim.”

Citações. Clarice Lispector



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fatal e INTEIRO!

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“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!.”

Perto do Coração Selvagem
Meu amor pelo mundo


{ }
— Meu amor pelo mundo é assim: eu perdôo as pessoas terem um nariz mal feito ou terem lábios finos demais e serem feias — todo erro dos outros e nos outros é uma oportunidade para mim de amar. Veja, não permito que ninguém mande em mim, e no entanto não me incomodo por exemplo de simplesmente seguir o programa traçado na faculdade para o ensino de cada classe.

Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pag. 60

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sou um dos fracos?

{ }
Sou um dos fracos? fraca que foi tomada por ritmo incessante e doido? se eu fosse sólida e forte nem ao menos teria ouvido o ritmo? Não encontro resposta: sou. É isto apenas o que me vem da vida. Mas sou o quê? a resposta é apenas: sou o quê. embora às vezes grite: não quero mais ser eu!! mas eu me grudo a mim e inextricavelmente forma-se uma tessitura de vida.

Água Viva
Amizade!

Espíritos independentes não estão acostumados a receber ajuda. Às vezes porque foram habituados a ser assim, às vezes porque estão sempre ilhados em suas próprias convicções, ou, ainda, porque se cansaram de se decepcionar com as pessoas. Esperar dos outros nem sempre é um costume sadio.
Mas há comportamentos que desarmam. Eles vêm envoltos em tanta espontaneidade que o ineditismo espanta, cala as desconfianças, apazigua a resistência. Você está vendo? Há estrelas no céu.


Agradeço por ter amigas que consegue por vez me desarmar, e buscar em mim o meu mehor. A elas um obrigado cheio de amor e carinho. Vocês são as minhas estrelas.


{...} Eu estava comendo a mim mesma.

{ }
E ao quinto tambor já estarei inconsciente na minha 126 127 cobiça. Até que de madrugada, aos últimos tambores levíssimos, me encontrarei sem saber como junto a um regato, sem jamais saber o que fiz, ao lado da enorme e cansada cabeça do cavalo.

Cansada de quê? Que fizemos nós, os que trotam no inferno da alegria? Há dois séculos que não vou. Da última vez que desci da sela enfeitada, era tão grande a minha tristeza humana que jurei que nunca mais. O trote porém continua em mim. Converso, arrumo a casa, sorrio, mas sei que o trote está em mim. Sinto falta como quem morre. Não posso mais deixar de ir.

E sei que de noite, quando ele me chamar, irei. Quero que ainda uma vez o cavalo conduza o meu pensamento. Foi com ele que aprendi. Se é pensamento esta hora entre latidos. Os cães latem, começo a entristecer porque sei, com o olho já resplandecendo, que irei. Quando de noite ele me chama para o inferno, eu vou. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Apresento-me no escuro, muda e em fulgor. Correm atrás de nós cinqüenta e três flautas. À nossa frente uma clarineta nos alumia. E nada mais me é dado saber.

De madrugada eu nos verei exaustos junto ao regato, sem saber que crimes cometemos até chegar a madrugada. Na minha boca e nas suas patas a marca do sangue. O que imolamos? De madrugada estarei de pé ao lado do ginete mudo, com os primeiros sinos de uma Igreja escorrendo pelo regato, com o resto das flautas ainda escorrendo dos cabelos.

A noite é a minha vida, entardece, a noite feliz é a minha vida triste - rouba, rouba de mim o ginete porque de roubo em roubo até a madrugada eu já roubei, e dela fiz um pressentimento: rouba depressa o ginete enquanto é tempo, enquanto ainda não entardece, se é que ainda há tempo, pois ao roubar o ginete tive que matar o Rei, e ao assassiná-lo roubei a morte do Rei. E a alegria do assassinato me consome em prazer.

Eu estava comendo a mim mesma, que também sou matéria viva do sabath.

A Paixão Segundo G.H.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É uma Desilusão!

{ }
É uma desilusão. Mas desilusão de quê? se, sem ao menos sentir, eu mal devia estar tolerando minha organização apenas construída? Talvez desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto se deveria dizer assim: ele está muito feliz porque finalmente foi desiludido. O que eu era antes não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? Mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

A Paixão Segundo G.H.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Surpresas e Recordações

Hoje conversando com um amigo, ele comentou ter lido um poema meu no myspace.. um antigo msmo, direto do tunel do tempo.

Lembro até hj que eu encontrei esse poema dentro do livro a moreninha, devo ter escrito não sei pra quem la pelos meus 15 anos. Eu sempre gosei dele, é meio dramatico, mas não deixa de me agradar..
Então vou postar aqui, me traz coisas boas essa época, e logico uma SAUDADE sem tamanho!

(Não tem título não, e eu nem vou me atrever a colocar pois não tem mais o calor do momento ...)
eu posso estar ficando louca
por gostar de sofrer
o chão se afasta dos meus pés
e a voz fica rouca
ouço suas musicas
rasgo suas roupas
ao invés de te adorar
sem nem ao menos te ter
penso em você a todo tempo
e a qualquer momento você vai perceber
que não importa mais o q diga
nunca mais vai me ter
mesmo que eu morra pensando em vc
que todas as mais simples melodias me lembrem vc
nunca mais vai me ter
ainda penso nos nossos planos
que nunca irão se realizar
mas queria que pudesse senti-los como eu
ver que quão tolo quanto eu
vc foi
e vc continua sendo apesar dos anos
a inflexibilidade em não agradar
nem ao menos aos anjos
sua lembrança me transporta para outra dimensão
onde as coisas nunca acontecem
aonde se vive na fronteira
da mais completa loucura
e da dor que causam
da ferida que não cicatrizou
não cicatriza e não tem cura
e onde não me cabe mais:
Seu coração
lugar que se tornou pequeno demais
pra suportar todos os meus sentimentos
que não tem nada de mais
mas que eu retorno a todo momento
a todo momento
sem o seu consentimento
a todo momento
enlouquecendo
a todo momento
superaquecendo
a todo momento
entorpecendo
a todo momento
um vago tormento
a todo momento
mesmo não querendo
a todo momento
seu cheiro no vento
a todo momento
querendo
não querendo
querendo
não querendo
querendo
não querendo
a todo momento.

domingo, 22 de agosto de 2010

FOME!

O corpo esticado sobre a cama forrada de lençóis lisos, as mãos enlaçadas atrás da nuca, evidenciando os bíceps, mostravam que era todo curvas, em temperatura ideal para o tato.
Permanecia com as pálpebras ligeiramente cerradas, feito milharal em época de colheita, embora não deixasse os pensamentos serem ceifados por observação alheia. Escondia ali um par de castanhas.
Sorria com o canto dos lábios finos, numa educação contida demais para um momento sem ponteiros. Ofereceu um pouco de
chá branco, tal qual o lençol. Tinha gosto de maçã. Um pouco verde, talvez. Irrelevante. A embriaguez era mesmo de vinho. Apesar da miopia, proferia palavras nítidas, que emendava num português quase perfeito envolto num timbre de pêssego. O humor era doce; o toque, sussurrado como quem acaricia uma onda sem molhar as mãos; o desejo, exalado por poros contemplativos, fincados na degustação do agora.
E não importavam os olhos que o admirassem, fossem anis, de quiuí ou de chocolate. E não importava o perfume, se de amêndoa, adocicado ou cítrico. Quer fosse um aperitivo, uma entrada, uma so remesa ou um banquete, pedia era para ser devorado. Só assim sentir-se-ia satisfeito.
Nascera para a tentação, porque abria qualquer apetite.


domingo, 1 de agosto de 2010

E alguém se apaixona hoje em dia?

"— Você já se apaixonou de verdade?
— Sim, já.
— E você contou pra ele?
— Ele nunca soube.
— E por que você nunca contou?
— Há coisas que não precisam ser ditas."



Em busca da felicidade. República Theca/Alemanha (2005).
Direção:
Bohdan Slama.

sábado, 31 de julho de 2010

Plenitude!

A gente sempre convive com a certeza inabalável de ter pela frente a vida inteira, longa e interminável. Porém, à medida que vivemos, perdemos um pouco da nossa inocência.
Aprendemos a ter medo, a mentir e omitir, a enganar, difamar, iludir a nós mesmos e aos outros, a julgar e condenar, a dissimular o que sentimos e o pior, a não sentir, porque quanto mais vivemos, mais perdemos o sentido de ser. Perdidos ficamos e mais nos perdemos. E, como tudo fica curiosamente mais difícil, gastamos nosso precioso tempo maquinando facilidades na ânsia de desatar o que tomou proporções emaranhadas, simplificamos também o coração e a memória, incapaz, agora, de lembrar o quão inocentes já fomos. Houve um tempo em que parávamos para ouvir, arregalando os olhos, como se eles ajudassem a melhorar a audição. Olhávamos mais para as pessoas, reparávamos nelas, falávamos mais com elas, usávamos mais a gargalhada, éramos sinceros. Comprávamos fiado na quitanda da esquina (o que é quitanda mesmo?), confiávamos, acreditávamos, trocávamos figurinhas com vizinhos, na casa de quem sempre havia uma xícara fumegante de algo bom e acolhedor. Sentíamos mais perfumes, aroma de bolo quente, sabonete grande, fruta suculenta. Amávamos essências. Mas que desconsolo! À medida que crescemos, constatamos que a experiência é chata; as escolhas, quase sempre monótonas e ao chegarmos à velhice, damo-nos conta de que o destino é uma reta emparedada, ao término da qual há algo que já não importa mais, porque perdemos a importância. Parece que vamos perdendo a cor. A graça da descoberta se vai com ela, e com um vento misterioso chamado responsabilidade, escoa toda a nossa curiosidade. É nesse quando que tudo serve, tudo é igual, todos são coisas, a mesma coisa. Ficamos na mesma, um mesmo imenso. Tornamo-nos nós mesmos, sem saber disso. Será tão dificil compreender os termos? Acreditar? Eu respondo por mim mesma: NÃO!


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Tormenta ! O tal Amor!


O amor de propaganda, aquele de fazer inveja, é plural: exige dois. Há quem tem a sorte da reciprocidade, como há quem é fadado a suportá-lo e só. Só.
Porque o amor esquece de começar. Ele se instala intruso dentro da gente. E fica lá incomodando, sem se ajeitar, acotovelando até olharmos para ele e dizer: “ok, ok, o que é que você quer?”. Atormentar, ele deveria responder. Se fosse sincero, se jogasse limpo, se tivesse coragem ou vergonha na cara. Mas, que nada! É mudo, o desgraçado. Chega sorrateiro e dissimulado, olhando de canto de olho e pálpebra semicerrada. Se avisasse da chegada, feito parente malquisto, talvez fosse ignorado. Arranjaríamos desculpas para não o receber. Deixaríamos a casa vazia de propósito. Não atenderíamos mais o telefone. Sumiríamos antes que ele sumisse com a gente. Porque o amor, às vezes, é inconveniente – e indesejado. Trança as pernas de quem sempre teve passos sólidos, faz faltar o ar mesmo àqueles que sempre tiveram fôlego de atleta e, o pior: idiotiza a objetividade de um jeito irritantemente neblinoso. Sem aviso prévio, desestrutura tudo. Embaraça. Denuncia. Embesta. Distorce. Engana. Emudece. Desmemoria. Diverte-se à nossa custa. Rola de rir, essa é a verdade, enquanto muda nosso espelho de lugar e solta de nós nossa sombra, para ver-nos ilha, sem referência, num constante e agora. O amor que se esquece de começar quer uma emoção que não queremos ter. Vira uma queda de braço*. Tira o sono, inquieta, martiriza. É uma aflição esperançosa que parece nunca parar de esperar.

Escraviza.
Enerva.

Persiste.


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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bad Romance !!


A Lady Gaga pode ser estranha,
super, até mega. Mas algo não tem como deixar passar ela fala algumas verdades em suas letras que ninguém tem coragem de falar. Ela descreve bem o que é um Bad Romance a estranha liberdade que isso provoca. E, infelizmente, em algum momento da vida, todo mundo experimenta um. Porque amar mal é mais fácil, exige menos comprometimento e nenhuma verdade. A pessoa fica solta numa nuvem de confusão e acha a neblina comum. É mais instigante amar um cafajeste ou uma vagabunda. Mais emocionante trair. Mais masoquista saber-se traído e continuar com quem foi infiel, alimentando aquela esperança besta de que o outro muda. Dá menos trabalho imaginar a mudança alheia do que promover a própria. Um romance assim torna confortável a anulação. É cômodo ignorar a si mesmo em vez de ignorar o outro para sempre, mandá-lo passear ou sumir de vista. Ao contrário, aqueles que curtem um relacionamento assim têm o dom da contemplação, assistem a tudo de olhos bem abertos como se fechados estivessem, porque sabem que a dor de ver é maior que a de apenas desconfiar. E, para que fique tudo assim, imutável e quieto. Mentem para si mesmos. As pessoas amam mal. Amam nas coxas, de qualquer jeito, empurrado, no modo automático, numa espécie de eterno stand by, na tentativa de congelar a situação e não deixá-la ficar ainda pior. Aos poucos, contentam-se cada vez com menos. Não se esforçam nem se respeitam. Fingem. Dissimulam. Mentem. E não sentem remorso. É. Não sentem.


Depois de AMANHÃ!!!


Somos um galpão que se esvazia todos os dias. Na vastidão do chão imenso, é comum sentirmo-nos pequenos porque ele reflete o que inexiste, o que gostaríamos de ter sido, o que deveria ter sido dito, as histórias que não vivemos, as pessoas que não conhecemos, os lugares que não visitamos, os gostos que deixamos de experimentar, as páginas que preferimos não ler. Somos na verdade um corpo que se enche todos os dias querendo ou não, a agonia da falta de espaço, é comum sentirmo-nos pequenos, porque ela reflete a bagunça que somo, as ideias inacabadas, os dias intermináveis que as vezes se tornam torturas interminaveis, as indecisões que se arrastam fazendo um barulho incômodo, distorções, indisciplina como fronha do travesseiro mas tendo nele o unico consolo, maturidade misturada a uma sopa insossa de insegurança e desespero. Nós somo pequenos e imaturos por mais adultos que achemos ser. Porque enchemo-nos e esvaziamo-nos dia sim outro também, encontrando espaço para conservar o que acabamos de descobrir, ao mesmo tempo que despejamos em caixas robustas o que poderíamos ter aprendido. Apesar de menores, entretanto, podemos ser grandes nas intenções, no porvir, no calendário que ainda não estreamos. Porque é disso que somos feitos: de um eterno preparo para o breu à nossa frente, que, sabemos, um dia vai se descortinar...


terça-feira, 27 de julho de 2010

Não ignore a sua história

A gente só tem a gente. No fundo, lá no fundo, essa é a realidade. Qualquer outra interpretação é espera. No outro. Que o outro fale, que o outro perceba, que outro entenda. Não entende. Porque não é a gente. Imagina que entende, mas não enxerga porque os olhos são outros, ainda que da mesma cor. A gente só tem um: o íntimo ou o espírito, o pensamento ou o sexto sentido. Fala um de cada vez, mas a gente cisma em ensurdecer por dentro e ouvir um outro. O alheio parece mais sábio, tem mais razão. Fala mais alto. Qualquer boa vontade alheia é lucro. Ou caridade, compaixão, gentileza, consideração. Com um pouco de sorte, amizade; mais sorte ainda – muito mais! –, amor. Mas tudo isso não é da gente, é de quem o tem. Porque a gente, ah, a gente sabe, no fundo, lá no fundo, que não tem ninguém.


sábado, 24 de julho de 2010

Acreditar.. SEMPRE!
"Creio em mim mesmo. Creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão."
Mahatma Gandhi





sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bons Fluídos!

Passei o dia com aquela sensação de paz, de que a vida é bela, perfeita.. analisando como o universo vai conspirando e trabalhando em cima das suas creças e descrenças, que continue assim, porque eu to amando!


quinta-feira, 22 de julho de 2010

De repente: TUDO!

Já dizia a frase "Sofremos antecipado para não sofrer tudo de uma vez e acabamos por sofrer tudo de uma vez várias vezes." o que é a mais pura verdade, sempre surge um probleminha, vira aquele drama, até.. vc dormir! Não acontece com vocês? Ao acordar vc pensa "meu Deus, pra que todo esse drama mesmo?". É tão bom de certa forma saber que o problema vai durar só até amanhã hehe..
Tem dias que você quer por que quer que aconteçam as coisas.. e passam-se dias tão vazios, nada do que você espera aparece. De repente, vem tudo de uma vez só, penso que isso seja uma lei universal, porque SEMPRE é desse jeitinho. E quando falam "calma, daqui a pouco aparece.." ninguém acredita.. acontece tanto, que a partir de hoje eu decidi que vou acreditar nessa singela frase, e ainda vou passa-la a diante!
Só tenho a agradecer cada pedacinho da minha vida, cada célula, cada centímetro, cada minuto que eu vivi até hoje, tenho o hábito de todo dia pela manhã agradecer, por qual quer coisa.. por todas as coisas! Hoje só estou fazendo uma transferência on-line de gratidão hehe